negocios

Por: Yuri Abreu

Uma pesquisa divulgada pela consultoria paulista Urban Systems colocou Salvador entre as 60 cidades melhores cidades do país para fazer negócios. O levantamento, que foi publicado em outubro de 2019 na revista Exame, levou em conta 317 municípios do país que possuem mais de 100 mil habitantes. Juntos, eles representam 70% do PIB brasileiro, 72% dos empregos formais, 62% das empresas e têm 57% da população.

No geral, foram analisados quatro indicadores: desenvolvimento econômico, capital humano, infraestrutura e desenvolvimento social. Destes, a capital baiana não aparece apenas no item desenvolvimento social, no qual, entre os 100 primeiros predominam apenas as cidades das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país. A Bahia também aparece no ranking com a cidade de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS) no segmento desenvolvimento econômico.

Aliás, o município da Região Metropolitana de Salvador (RMS) é a cidade nordestina mais bem colocada neste ranking especificamente, na 42ª posição – em 2018, era a 61ª, 19 posições abaixo –, com o Índice de Qualidade Mercadológica (IQM) de 5,563, à frente de grandes desenvolvidas do eixo Sul-Sudeste como Chapecó/SC, Bauru/SP, São José dos Campos/SP, Blumenau/SC e Rio de Janeiro/RJ.

Em nível regional, o segundo lugar é ocupado por Teresina/PI, seguido de Salvador (IQM 5,358). A capital baiana subiu 18 posições no ranking em relação a 2018, saindo da 90ª para a 72ª posição na classificação nacional. Outras duas cidades da Região Nordeste que estão entre as 100 primeiras no quesito desenvolvimento econômico são João Pessoa/PB e Aracaju/SE. Conforme a consultoria, neste item são avaliados 15 indicadores dos seguintes eixos: econômico, financeiro, empregos formais e transporte. O primeiro lugar no país é da cidade de Barueri/SP.

CAPITAL HUMANO

No item capital humano, que leva em conta as condições fundamentais para o desenvolvimento de negócios e atração de empresas em diferentes segmentos econômicos, Salvador ocupa a 6ª posição entre as cidades nordestinas que fazem parte da classificação e a 56ª colocação no ranking das 100 primeiras cidades brasileiras, com IQM de 3,573 – em 2018 ela era a número 59 entre as 100.

O top três da Região Nordeste é ocupado, respectivamente por Recife, João Pessoa e Natal. A capital pernambucana teve, na pesquisa, o IQM de 4,304. De acordo com a Urban Systems, neste recorte, foram analisadas questões sociodemográficas, econômicas e do setor de educação, em diferentes níveis de ensino, contrapondo não apenas a oferta do capital humano atual, como também os cenários futuros. Neste, o primeiro lugar nacional é ocupado por Vitória/ES.

INFRAESTRUTURA

No segmento infraestrutura, também analisado pela pesquisa, Salvador é a segunda capital nordestina mais bem ranqueada, atrás apenas de Recife (IQM 3,561 contra IQM 3,339), porém a frente de capitais das regiões Sul e Sudeste do Brasil como Belo Horizonte/MG, Porto Alegre/RS, Vitória/ES, além de municípios desenvolvidos como Balneário Camboriú/SC, Petrópolis/RJ e Bragança Paulista/SP.

De 2018 para 2019, Salvador subiu oito posições no ranking, saindo da 26ª posição para 18ª posição. Além da capital, outras cidades baianas aparecem nesta classificação, em específico, dentro das 100 primeiras colocadas de todo o país: Itabuna (47ª posição/IQM 3,085) e Feira de Santana (84ª posição/IQM 2,854). Em nível de Brasil, a cidade de São Paulo ocupa a primeira posição.

Nesse item, conforme a consultoria paulista, os indicadores de infraestrutura estão condicionados às facilidades que proporcionam ao desenvolvimento de empresas e negócios nas cidades, sendo analisados desde a infraestrutura básica (distribuição de água, por exemplo) até a questão de telecomunicação. Segundo a Urban Systems, em uma economia cíclica, com altos e baixos de diferentes setores, é importante que a cidade apresente condições favoráveis, tanto para indústrias, quanto para empresas de serviços, sendo elas nacionais ou internacionais.

DESENVOLVIMENTO SOCIAL

Este, conforme o levantamento, foi o único item que não teve nenhuma cidade nordestina entre as 100 primeiras colocadas. No top 20, por exemplo, dominado pelas cidades das regiões Sul e Sudeste, Brasília/DF é a única cidade do Centro-Oeste que faz parte desse seleto grupo. Já entre as 100, aparecem como “intrusos” os municípios goianos de Itumbiara, Catalão e a capital do estado, Goiânia.

Neste, o primeiro lugar é ocupado pela cidade de Valinhos, no interior de São Paulo. Segundo a Urban Systems, o ranking de desenvolvimento Social mede o reflexo do desenvolvimento de negócios na cidade sobre a população local, por meio de indicadores sociodemográficos, educacionais, de segurança e de saúde.

GERAL

Na avaliação final, Salvador é a segunda melhor cidade da Região Nordeste para se fazer negócios, atrás de Recife/PE, com IQM de 10,546 e posicionada na 54ª posição – a capital pernambucana tem índice de 11,110 e está posicionada na 27ª colocação. Por outro lado, a capital baiana subiu oito lugares no ranking levando em conta os anos 2018 e 2019.

Em nível nacional, o primeiro lugar é ocupado pela cidade de São Caetano do Sul/SP, com IQM de 13,178, seguido por Vitória/ES (12,996) e São Paulo/SP (12,719). Entre os 20 primeiros, apenas os municípios de Cuiabá/MT (IQM 11,497) e Brasília/DF (11,364), são da Região Centro-Oeste. Os outros 18 são do eixo Sul-Sudeste.

Confira o ranking das melhores cidades nordestinas para fazer negócio (entre as 100 primeiras do país):

Município Ranking NE Ranking Nacional IQM
Recife/PE 27º 11,110
Salvador/BA 54º 10,546
Fortaleza/CE 81º 10,120
Aracaju/SE 89º 10,031
Teresina/PI 94º 9,972
João Pessoa/PB 95º 9,963
São Luís/MA 97º 9,950

Fonte: A tarde.