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O autor do vídeo que mostrou um adolescente sofrendo uma abordagem violenta por parte de um policial militar no bairro de Paripe, foi recebido na Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS) nesta quinta-feira, 6, para solicitar inclusão em programa de proteção.

A testemunha da ação, que ocorreu no último domingo, 2, esteve no local acompanhado de membro do Conselho de Direitos Humanos do Estado da Bahia (CEPDH-BA) e coordenador do Coletivo de Entidades Negras (CEN), Yuri Silva, do ativista do CEM, Marcos Rezende, além do advogado Marcos Brito.

De acordo com a SJDHDS, durante a reunião, foram discutidos procedimento e tramites legais para fazer a inclusão do denunciante em um dos programas de proteção a defensores dos direitos humanos do Estado. O denunciante, que possui sua identidade preservada, também é ativista do Coletivo de Identidade Negra e atua na periferia da capital baiana.

“Incluir uma pessoa que reside no local onde ocorreu a violência e ainda é um ativista dos direitos humanos é extremamente necessário para, primeiro, garantir a sua integridade física e psicológica, e, segundo, mostrar à sociedade que o Estado protege e aplica as leis necessárias para que o direito humano de ir, vir e existir seja plenamente respeitado e assegurado”, avaliou o superintendente e Direitos Humanos da SJDHDS, Jones Carvalho.

Além da inserção da testemunha da violência no programa, também foram discutidas estratégias e sugestões que possam ser consideradas para fomentar as boas práticas dentro do sistema de segurança na Bahia.

O ativista do CEN, Marcos Rezende, reforçou a importância de uma mudança na realidade da PM. “Estamos buscando caminhos de mudança dessa realidade da PM na Bahia, que, inclusive, em sua maioria é composta também por jovens negros e periféricos. Incentivar boas práticas, mecanismos de salvaguarda tanto à atuação do agente público quanto da sociedade com seus direitos. Esse é um dos diálogos que estamos fortalecendo com poder público e com a sociedade civil”, frisou.

“A gente fez a provocação ao secretário Carlos Martins e ele foi sensível à questão. Discutimos o melhor modelo do programa para inserir o jovem. Isso irá inibir as possíveis retaliações, uma vez que o próprio Estado, junto à atuação do Conselho e do Coletivo, é quem está protegendo a testemunha”, completou Yuri Silva.

A testemunha também se pronunciou sobre o assunto. “Agora estou me sentindo mais seguro, sabendo que o Estado está ao meu lado”, declarou.

Fonte: A Tarde