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Em meio ao iminente cenário de crise financeira a ser enfrentado devido ao avanço do novo coronavírus, os serviços de turismo estão buscando alternativas para amenizar o impacto da pandemia no estado da Bahia. O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-BA), Luciano Lopes, esclareceu, em entrevista ao programa Isso é Bahia, na Rádio A TARDE FM, na manhã desta quinta-feira, 19, a real situação do setor e informou as medidas que estão sendo tomadas no segmento.

De acordo com o Luciano Lopes, os impactos têm sido diretos. “O setor vem atravessando um momento muito difícil, os hotéis vêm reduzindo o número de hóspedes entre os estabelecimentos, sem contar os milhares de funcionários que precisam de cuidados e de uma solução para essa situação”.

Ainda segundo o presidente da entidade, a taxa de ocupação nos hotéis praticamente ficou zerada. “Nunca vivemos uma situação similar a essa. A nossa preocupação inicial é buscar soluções para minimizar esse problema a curto prazo. Cerca de 1 milhão de pessoas serão afetadas, entre setores e subsetores. Hotéis estão sendo fechados, pessoas dispensadas. Precisamos de um apoio governamental, senão entraremos em colapso”, alertou.

Conforme destacou Luciano, o turismo no Brasil representa 8% do PIB, e, em Salvador, esse percentual chega a 20%. “O impacto na economia do país será inevitável”, cravou.

Prevenção

O presidente da Associação informou, ainda, que o foco na prevenção ao coronavírus é o alvo inicial adotado pelo setor. “A primeira providência que tomamos tem mais ou menos 15 dias, foi uma ação preventiva, tanto aos colaboradores quanto aos hóspedes, passamos comunicados ao associados para evitar ao máximo o contágio no setor”.

“Iniciamos conversas diretas junto com a Associação Brasileira de Hotéis Nacional (ABIHN), em contato o Ministério do Turismo e o Ministério da Economia, justamente buscando alternativas que devem ser tomadas em cunho governamental. A possibilidade de alguma linha de crédito, adiamento do pagamento de impostos, e sobre tudo, em relação ao Ministério do Trabalho no que diz respeito possibilidade do governo assumir, via seguro-desemprego, pelo menos nesses 90 dias, os salários desses colaboradores”, salientou.

*Sob a supervisão do editor Vinícius Ribeiro

Fonte: A Tarde