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A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira, 24, a quinta fase da Operação Faroeste com o objetivo de desarticular possível esquema criminoso voltado à venda de decisões judiciais, por juízes e desembargadores, do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA). De acordo com a PF, foram cumpridos mandados de prisão temporária contra a desembargadora Sandra Inês Rusciolelli e contra dois advogados, sendo um deles filho e operador financeiro da magistrada, Vasco Rusciolelli. O nome do segundo advogado não foi divulgado até o momento.

Os crimes investigados, além de corrupção ativa e passiva, são lavagem de ativos, evasão de divisas, organização criminosa e tráfico influência. A nova etapa foi autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que expediu também oito mandados de busca e apreensão nas cidades de Salvador e Mata de São João, na Bahia, e Rondonópolis, no Mato Grosso.

Fontes ouvidas por A TARDE apontam que medidas de ação controlada foram realizadas pela PF na semana passada em endereços da magistrada. As prisões decorrem de um possível acordo de colaboração premiada firmado entre o Ministério Público Federal e um réu de prenome Júlio. A TARDE apurou ainda que Júlio pode ser o advogado Júlio César Cavalcanti Ferreira, já denunciado pela Procuradoria Geral da República, juntamente com a desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago e demais alvos da primeira fase da operação.

Júlio estaria dando provas de que as ilicitudes permanecem em outra frente de julgadores da Corte estadual, além daquela que foi afastada na primeira decisão do ministro Og Fernandes, do STJ. Empresas de construção, novos desembargadores, membros da advocacia e um trio de advogados com laços familiares estariam sendo investigados e monitorados pela Polícia Federal.

Com a prisão temporária desta terça-feira, a lista de custodiados da Operação Faroeste é composta por Maria do Socorro Barreto Santiago, seu genro o advogado Márcio Duarte, o casal Adailton e Geciane Maturino, o juiz Sérgio Humberto Quadros Sampaio e Roque Nascimento, ex-assessor da Presidência do TJ-BA na gestão do desembargador Gesivaldo Britto, este último está afastado do cargo por um ano, medida que alcança também os desembargadores José Olegário Monção Caldas e Maria da Graça Osório Leal, tia do atual presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), o deputado Nelson Leal.

Fonte: A tarde.