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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou a compra de até 180 mil novas urnas eletrônicas. Conforme o tribunal, os equipamentos deverão ser utilizados a partir das eleições de 2022. Ainda segundo o TSE, o objetivo é substituir os equipamentos fabricados entre 2006 e 2008.

O valor da proposta vencedora da licitação é de R$ 799,9 milhões. A licitação começou no ano passado e foi homologada (validada) pelos ministros Luís Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre Moraes. Barroso é o atual presidente do TSE; Fachin comandará o tribunal entre fevereiro e agosto de 2022; e Moraes chefiará a Corte a partir de agosto de 2022.

O TSE utilizará nas eleições municipais deste ano as urnas já existentes (cerca de 470 mil). Segundo o tribunal, o número é suficiente para a realização do pleito. Conforme dados do TSE, a média de eleitores por urna aumentará neste ano, passando de 380 eleitores para 430 eleitores por equipamento. Em razão da pandemia do novo coronavírus, o tribunal vetou o uso da biometria durante a votação.

A exclusão do procedimento segue recomendação apresentada por infectologistas em consultoria sanitária para a realização pleito e considera dois fatores: a identificação pela digital pode aumentar as possibilidades de infecção, já que o leitor biométrico não pode ser higienizado com frequência; o aumento de aglomerações, uma vez que a votação com biometria demora mais do que a com assinatura no caderno de votações. Muitos eleitores têm dificuldade com a leitura das digitais, o que aumenta o risco de formar filas.

Foram ouvidos pelo TSE os médicos David Uip, do Hospital Sírio Libanês; Marília Santini, da Fundação Fiocruz; e Luís Fernando Aranha Camargo, do Hospital Albert Einstein, que integram o grupo que presta a consultoria. Neste ano, o tribunal conta com R$ 241 milhões para a compra dos equipamentos. O orçamento para o ano que vem destinado às compras ainda será definido.

Fonte: Tribuna.