Tribuna da Bahia, Salvador
05/10/2020 10:30 | Atualizado há 23 horas e 32 minutos

Por: Yuri Abreu

carteira de trabalho

Aos poucos, parece que os efeitos da pandemia do novo coronavírus, na economia, vão sendo cada vez mais dissipados com o passar dos meses. E isso vem se refletindo principalmente na geração de empregos. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia, a Bahia teve um aumento de 36% na criação de postos de trabalho em um ano.

As informações do órgão são referentes aos meses de agosto deste ano e de 2019. No primeiro, o estado gerou 9.420 postos de trabalho com carteira assinada, resultado que decorre da diferença entre 43.764 admissões e 34.344 desligamentos. O resultado ficou acima do verificado em agosto do ano passado, quando 3.392 postos de trabalho foram criados, sem as declarações fora do prazo. O número é também superior ao registrado a julho deste ano, quando 3.182 postos celetistas foram gerados.

Segundo o levantamento, sete setores geraram postos: Indústria geral (+3.001 postos), Construção (+2.553 postos), Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (+1.906 postos), Informação, comunicação e outras atividades (+1.477 postos), Comércio (+1.248 postos), Administração pública (+407 postos) e Transporte, armazenagem e correio (+21 postos). Por outro lado, alojamento e alimentação (-1.069 postos) e Outros serviços (-124 postos) contabilizaram saldos negativos no mês de agosto de 2020. Não houve registro de novos postos em serviços domésticos.

Em relação aos saldos de empregos distribuídos no estado, em agosto de 2020, constata-se ganho de emprego na Região Metropolitana de Salvador (RMS) e no interior. De forma mais precisa, na zona próxima à capital baiana foram criados 3.278 postos de trabalho no oitavo mês do ano e no interior foram geradas 6.142 posições celetistas. “Este foi o melhor resultado do ano para a Bahia. Ainda que num contexto sanitário mundial atípico, da pandemia de covid, o resultado é alentador diante dos desafios do mercado de trabalho”, destaca o secretário estadual do Planejamento, Walter Pinheiro.

Contudo, no acumulado do ano, o resultado exibe saldo negativo de 48.052 postos no estado, em função dos efeitos da pandemia, que também deixa impactos na região Nordeste, com saldo negativo de 178.667 postos, e no país, com saldo negativo de 849.387 postos.

SALVADOR

Na capital baiana, os dados de agosto do Caged também apontaram um cenário positivo. Ao todo, a cidade gerou 2.104 empregos formais em agosto deste ano. O destaque foi para o setor de construção civil, que respondeu pela criação de 1.060 postos, ou seja, mais de 50% das admissões. Além deste, outro destaque foi para a criação de 578 postos formais no setor industrial. O comércio gerou 242 postos, enquanto que o setor de serviços teve saldo de 219 empregos formais.

“Com a pandemia, mesmo cuidando da saúde da população, salvando vidas e dando todo o auxílio e assistência social, não deixamos de lado a economia soteropolitana. Procuramos instigar o segmento da construção civil, mantendo os incentivos de natureza urbanística e fiscal. Daí o resultado de o setor estar liderando a retomada na nossa atividade econômica”, comemorou o titular da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur), Sérgio Guanabara.