Os indicadores de inadimplência também são preocupantes sendo que 25,5% dos pesquisados declararam ter contas em atraso e 11% declararam sem condição de quitar débitos.

Tribuna da Bahia, Salvador
16/02/2021 10:00 | Atualizado há 4 horas e 10 minutos

Foto: Marcos Santos/USP

família

A crise causada pela pandemia de Covid-19 fez com que a população brasileira chegasse ao fim de 2020 com maior patamar de endividamento em dez anos segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), que apontou que 66,5% das famílias se declararam endividadas.

Os indicadores de inadimplência também são preocupantes sendo que 25,5% dos pesquisados declararam ter contas em atraso e 11% declararam sem condição de quitar débitos. A pesquisa foi realizada pela Confederação Nacional de Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O número é assustador, mas qual o caminho para sair dessa situação? O primeiro passo para quem enfrenta problemas financeiros é não entrar em desespero, colocar os pés no chão, encarar a realidade e, é claro, se planejar para sair dessa situação de forma definitiva.

“Sempre costumo dizer que ter dívidas não é um problema e muitos me questionam, mas a verdade é que o maior problema é não conseguir arcar com esse compromisso, que é justamente o que acontece atualmente com milhões de brasileiros. É preciso mudar o comportamento em relação ao uso do dinheiro para construir uma vida mais sustentável financeiramente, tratar o problema na raiz, evitando assim entrar num ciclo de endividamento”, orienta Reinaldo Domingos, do canal Dinheiro à Vista.