Essa realidade reforça que a vacinação em massa pode acabar com as mortes pela pandemia.

 

Por Cleusa Duarte

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As internações em UTIs pela Covid-19  estão mudando de perfil no Brasil. Pacientes com faixa etária com menos de 60 anos representavam 35,6% em dezembro e agora em março já passam de 48,4%. Enquanto isso, na faixa acima dos 60 anos as internações caíram 51,6%. Essa realidade reforça que a vacinação em massa pode acabar com as mortes pela pandemia.

A imunização no Brasil foi iniciada em janeiro tendo como público alvo os profissionais de saúde, indígenas e idosos em instituições de longa permanência. Em fevereiro se iniciou a vacinação da população em idade decrescente, começando com idosos com mais de 100 anos. Hoje, na maioria das cidades, a vacinação se encontra na faixa etária entre  60 a 70  anos.

O Governo da Bahia e o Fundo Soberano Russo celebraram o contrato para a compra de 9,7 milhões de doses da vacina Sputnik V. O ato ocorreu na tarde do último dia 15 de março, por meio de reunião virtual, entre o governador Rui Costa, o CEO do Fundo Soberano, Kirill Allexandrovich Dmitriev, e o presidente do Consórcio Nordeste e governador do Piauí, Wellington Dias. O primeiro lote com doses do imunizante chegará à Bahia no mês de abril.

A lei que permite as compras das vacinas é a 14.125/21, aprovada no Congresso e sancionada no dia 10,  pelo presidente da República. A lei permite a compra por estados, municípios e pelo setor privado de vacinas contra a Covid-19 com registro ou autorização temporária no Brasil. A participação de Maricá na compra foi viabilizada um dia após a sanção depois que o município se incorporou à articulação feita por governadores do Consórcio Nordeste.

Segundo projeção realizada pela Fiocruz, o perfil dos pacientes tende a ser cada vez mais jovem. As pessoas com menos de 60 anos já compõem 48,4% do total de internações em março no país. “A alta de internações nessa faixa etária reflete características das variantes, como o índice mais elevado de transmissibilidade e, em alguns casos, maior carga viral, o que repercute em manifestações clínicas mais graves, no crescimento da demanda por hospitalização e tratamento em UTI, diz o médico André Labreiro, que ainda alerta, “mas em outros países que vacinaram os idosos, essa foi a primeira faixa etária a cair no número de óbitos. Porém, ainda é cedo para afirmar se foram novas cepas que mudaram o perfil das internações ou a vacinação ou as duas atividades ao mesmo tempo”.

Embora a chegada de pacientes mais jovens com quadro mais grave nos hospitais seja perceptível, o Brasil não dispõe de dados oficiais consolidados de casos e internações de Covid por faixa etária.

A Secretária de Saúde do Estado (Sesab) disse que não tem dados de internações consolidados e até o fechamento desta matéria a Secretaria Municipal de Saúde não retornou o pedido das  informações solicitadas.

Tribuna da Bahia